MOTIVAÇÃO: UMA QUESTÃO DE ESTIMA

MOTIVAÇÃO: UMA QUESTÃO DE ESTIMA

Constantemente as empresas têm contratado consultores com uma única finalidade: motivar equipes. Tema que muitos deles evitam devido à complexidade do mesmo.

Porém, vários outros profissionais aceitam o convite das empresas, acreditando serem capazes de motivar outras pessoas.

“Motivar não é tarefa fácil e diria, até mesmo, impossível caso a equipe não coopere” (Ribeiro, 1994, p. 36).

Acreditou-se, por muito tempo, que a motivação era algo que vinha de fora para dentro. Isto quer dizer que, com um simples estímulo (aumento de salário, cesta básica, prêmios, etc.) a equipe já estaria motivada.

 Muitas empresas oferecem treinamentos com a intenção de motivar a equipe, o assunto a ser tratado no treinamento, muitas vezes, pouco importa. No final, o resultado é muito baixo e o preço... este é muito alto.

Segundo Ribeiro (1994), estímulos são importantes, pois eles relembram as pessoas de sua importância, seus valores e sua existência, porém, não motivam.

A motivação é interna, vem de dentro para fora; portanto, uma equipe deve buscar constantemente a capacidade de automotivar-se.

O principal responsável pela motivação não são os consultores e nem os gerentes, mas sim, o próprio indivíduo.

“Um dos fatores fundamentais a ser avaliado em um processo seletivo e a ser desenvolvido nas empresas é a auto-estima” (Ribeiro, 1994, P. 37 ).

O conceito de auto-estima foi muito bem resgatado pela inteligência emocional.

Gostar de si mesmo e valorizar-se são fatores que garantem a automotivação. Uma pessoa automotivada procura fazer o melhor para agradar a si própria; acredita em seu potencial e, mesmo nas situações mais difíceis, sabe que existem soluções possíveis.

Pessoas com uma boa auto-estima acreditam que, mesmo que a tarefa a ser desempenhada não seja agradável, elas poderão encontrar algum fator positivo; acreditam que haverá alguma coisa a ser aprendida naquela situação. Por isso, desempenham-na com vontade, dando o melhor de si.

Pessoas com baixa-estima reclamam de tudo e não conseguem encontrar, na própria personalidade, fatores que dêem forças para desempenhar um bom trabalho. Não encontram motivos para se empenharem na tarefa.

 Para estas pessoas, estímulos externos alegram e fazem com que elas se empenhem mais, mas por pouco tempo. Pessoas de baixa-estima procuram a competição, tentam mostrar que são melhores que os outros e se comparam constantemente com os colegas.

 A boa auto-estima já atua mais por cooperação, ou seja, existe uma comparação consigo mesmo e as pessoas se empenham para desempenhar-se melhor, procurando superar a si próprio.

A auto-estima é fundamental para a própria vida, mas poucas são as empresas que oferecem cursos ou treinamentos sobre o tema. O RH muitas vezes é extinto assim que a empresa passa por alguma dificuldade financeira, mostrando, com isto, que as pessoas são colocadas em segundo plano.

Portanto, um dos fatores que deveria ser trabalhado dentro das empresas é a capacidade de obter e manter a auto-estima, melhorando a qualidade de vida e, consequentemente, a produtividade.

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