Padre que morreu com Covid-19 planejava missa para queimar máscaras no fim da pandemia: 'Mostrar que vencemos'

ricardo102030 11/12/2020 Relatar Quero comentar

“Está difícil de engolir. Eu perdi meu pai tem três anos e meio. Ele foi, fez a missa do meu pai. Ontem eu senti como se estivesse perdendo meu pai novamente. Mesma sensação. Era uma pessoa muito querida. Querendo ou não, foi uma vida que nós vivemos com ele”, lamenta.

“No dia 1º de novembro ele veio dar uma benção para mim e para minha esposa, porque a gente estava completando 10 anos de casados. Parece que foi uma despedida dele ali. Ele falou ‘vocês são muito abençoados, vocês sempre nos ajudaram aqui’”, relembra.

Com medo da pandemia, Santiago e a esposa, que é enfermeira, diminuíram a frequência de visitas à igreja. Mesmo assim, mantinham contato com o padre e faziam questão de perguntar se ele estava bem.

Francisco era conhecido pelas missas de cura e libertação, realizadas sempre às quintas-feiras, quando recebia fiéis de diversas regiões.

Para José, ele também será lembrado pela reforma que atuava. Era corajoso e persistiu para que a Paróquia se tornasse maior e mais acolhedora. Ficou como ele queria.

“Foi o único padre que teve coragem de construir aquela igreja gigante que está ali. Infelizmente ele não conseguiu ver o trabalho completo, mas o legado ficou. O interior da igreja ficou do jeito que ele queria”.

“São 20 anos de pároco ali. Quando ele entrou, era a igrejinha antiga. Com o tempo ele foi ampliando a igreja, na qual ficou aquela igreja grandona. Está em fase de acabamento. Ele construiu, deixou tudo pronto. Pena que ele não viu a obra concluída”.

O religioso nasceu em Serranos (MG), em 19 de outubro de 1967. Foi ordenado sacerdote na Diocese de Mogi das Cruzes, em 1º de maio de 1998, pelas mãos de Dom Paulo Mascarenhas Roxo.

Trabalhou como presbítero nas paróquias Nossa Senhora dos Remédios, no distrito de Remédios, em Salesópolis; Santa Cruz – Capela do Ribeirão, em Taiaçupeba, Mogi das Cruzes; Nossa Senhora da Paz, na Vila da Prata e, desde 2001, estava na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e São Roque, no distrito de Brás Cubas, em Mogi das Cruzes. Também, era o representante da Pastoral Presbiteral.

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